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Berçário 2

A entrada na escola traz uma ampliação significativa no mundo social das crianças. Elas passam a conviver com outras crianças e também com novos adultos que se encarregam do seu bem estar. O que sustentam as experiências neste novo ambiente são os vínculos que se estabelecem com os adultos (professora e auxiliares). Após o período de adaptação com a escola, os colaboradores são reconhecidos pelas crianças como agentes de cuidados e de novas experiências. A partir daí as crianças demonstram sua proximidade através de gestos (sorrisos, abraços, carícias) demonstrando uma satisfação por estarem juntos. Também passam a identificar os adultos quando ouvem seus nomes. Aos poucos, aproximam-se para brincar com um mesmo brinquedo, dão-se as mãos, manifestam alegria quando se encontram e começam a chamar os coleguinhas pelo nome.

Nesta fase, as crianças ainda apresentam um relacionamento bastante alterado, pois fatores biológicos como fome, sono ou indisposição física desencadeiam a disputa para ter seu desejo prontamente atendido.

Durante este período as crianças se relacionam com o mundo por meio das sensações e do movimento – é o período sensório-motor. Este é um momento no qual as crianças vivem e experimentam o corpo em movimento, distinguindo seu “próprio corpo” do mundo dos objetos, estabelecendo assim o primeiro esboço da imagem de seu corpo. A exploração do ambiente e dos objetos é intensa, sendo também vivenciados novos padrões de posturas e movimentos corporais.

O cotidiano da vida escolar nas situações de alimentação, higiene e sono, favorece diferentes aprendizagens que incluem avanços no domínio dos movimentos refinados e no controle esfincteriano.

A comunicação corporal e gestual é amplamente utilizada pelas crianças nesta faixa etária. A inserção num ambiente comunicativo favorece a passagem da linguagem gestual para a linguagem verbal. Neste grupo, cabe aos adultos dar significado ao cotidiano escolar, nomeando objetos, ações e espaços, ajudando as crianças a atribuírem sentido à linguagem e entender sua funcionalidade.

Aos poucos as palavras “soltas” ganham estruturas mais complexas quando as crianças juntam palavras na tentativa de formar pequenas frases.

No Berçário II os professores incluem as crianças em situações lúdicas e de cuidado. Elas começam a perceber que há um encadeamento de palavras e ações que evocam uma experiência vivida anteriormente.