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Jardim 1

Nesta fase começam a aparecer preferências por determinados colegas e o desejo de as crianças serem reconhecidas e queridas por elas. As barganhas afetivas dão o tom das relações: “Se você não me emprestar o carrinho, não sou mais seu amigo”.

As crianças começam a perceber que existem coisas que podem ser feitas e outras não, e que há normas sociais que devem ser cumpridas ao relacionarem-se com outras pessoas. No entanto, esta compreensão ainda não é suficiente para que aceitem abrir mão de seus pontos de vista ou demandas. Algumas vezes as crianças aceitam fazer acordos.

Neste período elas já reconhecem regras e valores colocados pelos adultos, mas ainda expressam um forte desejo de afirmação e independência, o que faz com que a criança teste a autoridade da professora e de outros adultos.

Nesta idade a coordenação motora ampla e o equilíbrio avançam, o que faz com que as crianças corram com facilidade. Novos desafios são propostos visando aperfeiçoar as habilidades motoras finas.

Em função de suas crescentes competências motoras, as crianças são estimuladas a avançar em sua independência para despir e vestir as roupas, posicionar-se no vaso sanitário, usar o papel higiênico e lavar as mãos. Nesta etapa, o adulto supervisiona a ação das crianças, orientando-as para que, ao longo do ano, possam realizar algumas dessas ações sem ajuda.

Nos momentos de refeição as crianças são estimuladas a comer de forma variada, saudável e com posicionamento adequado.

Também nesta fase as crianças ampliam gradativamente suas possibilidades de comunicação e expressão, participando de diversas situações de intercâmbio social. Expõem sentimentos e desejos, elaboram e respondem perguntas. A construção de narrativas – textos orais que relatam fatos e acontecimentos vistos, ouvidos, lidos ou imaginados, em um local determinado e com sequência temporal – é especialmente incentivada pela professora neste período da educação infantil.

No decorrer do ano elas ganham maturidade no convívio coletivo, podendo, cada vez mais, ouvir o outro e esperar a sua vez de falar, assim como negociar em diferentes situações.

Nessa etapa, estão se familiarizando com a leitura e escrita por meio do manuseio de livros, revistas, jornais, receitas, gibis, convites e também da vivência de diversas situações em que a escrita é usada socialmente.

A partir do contato com esses materiais, as crianças passam a incluir marcas da escrita (sinais, pseudoletras e letras) nos seus desenhos e a interessar-se por escrever palavras e textos, ainda que não de forma convencional (seu próprio nome e o nome de outras pessoas).

Empenham-se para ler escritos e consideram as ilustrações para antecipar o conteúdo dos textos. No que diz respeito à leitura de palavras (fichas de chamada ou de planejamento), vão se tornando capazes de fazer análises quantitativas (quantidade de letras) e qualitativas (repertório de letras), estabelecendo diferenças e semelhanças entre as palavras.

Neste grupo, espera-se que as crianças desenvolvam o raciocínio lógico-matemático e sejam capazes de reconhecer e valorizar os números, as contagens orais e as noções espaciais como ferramentas necessárias no seu cotidiano. Também espera-se que tenham domínio das noções temporais (ontem, hoje e amanhã) e comecem a conhecer as unidades convencionais de medida de tempo (dia, semana, mês, ano) por intermédio do uso do calendário.