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Jardim 2

Nesta faixa etária, os vínculos das crianças com seus colegas se ampliam. Por este motivo surgem situações de conflito e disputa, mediadas pela professora que incentiva o uso da linguagem verbal. As crianças entendem e reconhecem o valor dos “combinados” (acordos coletivos) e fiscalizam os colegas que não cumprem.

O que passa a ser algo natural e exigido pelo grupo são as ações como dividir, esperar e negociar. Ao longo do ano, as crianças vão aprendendo que o desejo individual está subordinado às possibilidades da vida coletiva e que, longe de se tratar de uma perda, participar de uma rede social inclui, principalmente, vivências de companheirismo, solidariedade, reciprocidade e respeito.

À segurança e confiança que estabelecem com os colegas, soma-se a reverência que as crianças demonstram pelo saber da professora, representante do vasto mundo de conhecimentos que tanto as atraem e ao mesmo tempo, amedrontam. As crianças passam a perceber que, ao contrário do que pensavam anteriormente, não sabem tudo e há muitas coisas para aprender. É comum que digam que não sabem ler, não sabem contar, não sabem desenhar determinada figura… Cabe à professora estimulá-las a fim de que se arrisquem e empenhem-se para conquistar o que ainda não sabem. A evolução das crianças nas aprendizagens formais depende, em grande parte, do quanto elas se sentem seguras para expressar o que já sabem, ao mesmo tempo que precisam refletir e discutir sobre os modos de saber mais.

As crianças participam de brincadeiras e jogos que envolvem o correr, subir, descer, escorregar, pendurar-se, movimentar-se e dançar, a fim de ampliar gradualmente o conhecimento e o controle sobre o corpo e o movimento. Há o incentivo constante para que utilizem recursos de deslocamento e das habilidades de força, velocidade, resistência e flexibilidade, nas atividades das quais participa. Os jogos de regras são muito apreciados pelas crianças e favorecem o “saber lidar” com conflitos e questões sociais.

Nesta fase, as crianças adquirem maior precisão dos gestos instrumentais, cada vez mais ajustados a cada objeto:

  • uso do garfo nas refeições;
  • manuseio seguro de lápis,
  • pincéis e canetas;
  • domínio das ações para vestir-se,
  • despir-se e calçar-se.

O caráter comunicativo da linguagem oral e da linguagem escrita é enfatizado no trabalho pedagógico com crianças desta faixa etária.

A fala é aperfeiçoada em situações de intercâmbio, nas quais há a necessidade de explicar e argumentar idéias e pontos de vista.

O contato com a leitura e a escrita em situações concretas de comunicação é intensificado a fim de que as crianças avancem no processo de alfabetização.

Com as propostas sistemáticas e a interferência da professora, gradativamente as crianças avançam na compreensão da natureza e do funcionamento da escrita, reconhecendo a interdependência entre o que se fala e o que se escreve. A partir daí, experimentam diferentes possibilidades para relacionar a segmentação sonora à pauta escrita.

Livros de diferentes gêneros e estilos literários são apresentados às crianças e passam a fazer parte do repertório de textos estáveis que compõem o acervo do grupo.

As atividades referentes ao conceito de número estão relacionadas com contextos do mundo real e desafiam os alunos a quantificar (contar quantos elementos há numa determinada coleção), fazer comparações entre quantidades (“maior do que”, “menor do que”, “igual a”) e realizar operações simples entre as quantidades, utilização de cálculo mental (adição, subtração, multiplicação, divisão). As crianças precisam, ainda, produzir registros espontâneos e convencionais para comunicar quantidades (escrita de numerais, registros de operações).

Nesta faixa etária espera-se que em situações de conflito as crianças desenvolvam seu pensamento lógico e aprimorem sua capacidade de resolver problemas, antecipando resultados, formulando hipóteses e confrontando pontos de vista.