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Mini-maternal

Nesta faixa etária, as crianças alcançam uma relação de parceria e amizade com a turma, vivida em alguns momentos prazerosamente e, em outros, com desconforto. O vínculo entre as crianças manifesta-se quando elas compartilham objetos da escola; sensibilizam-se pelo choro do colega; disputam brinquedos, espaços e a atenção do adulto.

Ao longo do ano, as crianças passam a integrar recursos linguísticos às suas vivências sociais, sem abandonar as reações corporais e o choro. Neste momentos as professoras mediam as situações de impasse, favorecendo o diálogo entre elas.

Neste período a relação com os adultos é modificada, pois passa de algo que era de total dependência para uma ocupação de forma mais ativa e não tão dependente do adulto.

Nesta faixa etária, as crianças envolvem-se com o conhecimento/descoberta de seu próprio corpo e do corpo do outro. As vivências do corpo em movimento organizam-se gradativamente, ganhando intencionalidade para encaminhar as atividades de vida diária. Ao longo do ano, espera-se a estabilização do controle esfincteriano.

Neste período, as crianças começam a perceber o efeito da fala para a comunicação de desejos, desagrados e demandas.

As experiências culturais, como a apreciação de diferentes histórias da literatura infantil, aprimoram a construção e reconstituição verbal de enredos simples. As crianças passam a resgatar personagens e partes das histórias ouvidas anteriormente. Como consequência dessas vivências linguísticas, elas ampliam o seu vocabulário, apresentando uma estrutura frasal mais completa e rica em detalhes.

Neste grupo, as crianças dão um passo significativo e subjetivo na construção de sua identidade. Esse efeito é percebido na linguagem, quando deixam de se nomearem na terceira pessoa e se apropriam do pronome “EU”. Também repetem ludicamente experiências vividas com pais, professores e outros adultos significativos.

Como a escola é um ambiente dinâmico, as vivências são ampliadas com a produção artística. O fazer artístico está centrado na produção de trabalhos a partir de materiais como: giz de cera, tinta guache, massa de modelar, cola colorida, giz comum, cola com farinha de trigo e areia, entre outros.

Nesta fase, a identificação das crianças com a linguagem musical é fascinante. Desta maneira, é um meio muito utilizado pelas professoras como forma de desenvolvimento da expressão corporal e da musicalidade infantil.

Nesta etapa as crianças são receptivas e curiosas em todos os projetos de produção e apreciação musical, as crianças cantam canções, brincam de roda, pesquisam materiais sonoros, descobrem instrumentos, inventam melodias e ouvem com prazer a música de todos os povos.